Conhecido como “o cónego da Semana Santa de Braga”, Jorge Coutinho de Alvarães morreu aos 76 anos

Conhecido como Cónego Coutinho da Semana Santa de Braga, do qual era figura maior, Jorge Coutinho faleceu ontem e foi a enterrar hoje, terça-feira, em Alvarães, Viana do Castelo, de onde era natural.

O cónego morreu aos 76 anos e segundo o Arcebispo de Braga, Jorge Ortiga, a Igreja perde um homem bom e importante do clero. “Creio que todos nós hoje sentimos que o Cónego Jorge Coutinho foi um escolhido de Deus e que ouviu, certo dia, a voz de Deus a dizer-lhe segue-me, imita-me. Foram muitos os momentos, as ocasiões, as entregas e as lutas que travou para se converter num discípulo missionário, num sacerdote com um coração compadecido”, sublinhou Jorge Ortiga.

O amor ao seminário, aos desfavorecidos e às iniciativas da Igreja foram alguns dos aspectos recordados pelo prelado.

O Cónego Jorge Coutinho dedicou toda a sua vida ao ensino, à investigação e à formação dos seminaristas. Em 1970 foi nomeado vice-reitor do Seminário Conciliar.

Em 1985 foi eleito cónego capitular do Cabido Metropolitano e Primacial Bracarense e, em 2003, Arcediago do Cabido. Neste domínio, é de sublinhar o enorme contributo que o Cónego Jorge Coutinho deu, por vários anos, à organização da Semana Santa, o que lhe valeu o reconhecimento das mais diversas instituições eclesiais e civis.

 

Viana do Castelo. PJ de Braga detém abusador sexual de criança

A Polícia Judiciária (PJ) de Braga anunciou hoje a detenção de um homem de 24 anos pela presumível autoria da prática de um crime de abuso sexual de criança, ocorrido em Viana do Castelo, durante dois meses.

Em comunicado, a PJ acrescenta que em causa estão “atos sexuais de relevo”, tendo o agressor aproveitado “a proximidade e a vulnerabilidade” da menor.

O detido foi presente a interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de proibição de contactos e de frequência de locais com crianças.

 

Fão. Ex-vereador do CDS-PP de Braga acusado de burla de terrenos em Ofir

O advogado, e ex-vereador da Câmara de Braga do CDS-PP, Miguel Brito vai ser julgado por, alegadamente, se ter apoderado de 48 mil euros relativos a sinal de 10% do valor total da venda de quatro terrenos em Ofir, na freguesia da Vila de Fão, concelho de Esposende, avaliados em 480 mil euros.

O caso envolve também um antigo deputado do mesmo partido de Miguel Brito, José Martins Pires da Silva, cônsul honorário de Portugal em Orense, Galiza (Espanha), que é o queixoso.

Segundo o Ministério Público (MP), foi falsificada uma assinatura, acusando Miguel Brito de “burla qualificada”.

O ex-vereador centrista de Barga está acusado de “se ter feito passar como representante da empresa Seara do Outeiro, de Esposende, para conseguir convencer interessados na aquisição dos terrenos”, quando, e segundo o MP, o verdadeiro representa seria José Martins Pires da Silva.

Terá sido através de uma procuração, alegadamente, falsa que Miguel Brito conseguiu um sinal para o negócio.

Miguel Brito vai prestar declarações públicas sobre o caso no início do julgamento, guardando para essa altura a “sua” versão do factos.