Antiga padaria era “fermento” para plantação de cannabis

Militares da GNR do Núcleo de Investigação Criminal do Destacamento Territorial de Felgueiras detiveram, hoje, dia 9, dois indivíduos suspeitos de tráfico de droga.

A ação foi despoletada por volta das 07:00 horas quando foram avistados dois indivíduos, com idades de 52 e 44 anos, já referenciados, a circundar um armazém de uma antiga padaria abandonada.

De imediato, os militares abordaram o edifício e sentiram um forte odor característico da planta de cannabis, vindo a descobrir no interior das instalações, duas estufas com mais de 300 pés de cannabis, tendo cada planta já uma altura de cerca de 1,50 metros.

Cada estufa, com cerca de 150 plantas, contemplava um sistema bastante organizado e avançado para produção, germinação e cultivo das plantas de canábis, possuindo cada uma um sistema de rega, iluminação e de controlo de temperatura automático, necessitando apenas da intervenção humana para o corte e estaque das plantas.

Após uma breve busca ao local, constatou-se que para a produção e cultivo das plantas os infratores furtavam água e eletricidade à rede pública.

Os detidos serão presentes a tribunal amanhã, dia 10 de dezembro.

Crime. MP acusa ex-presidente da Câmara de Póvoa de Lanhoso de falsificação

Em causa está a construção do Centro Educativo de Monsul, inaugurado em setembro de 2010

O Ministério Público (MP) acusou o anterior presidente da Câmara de Póvoa do Lanhoso, Manuel Batista (PSD), de um crime de falsificação de documento, relacionado com o processo de construção do Centro Educativo de Monsul.

Em nota hoje publicada na sua página na Internet, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto refere que foram acusados do mesmo crime uma técnica superior do município e duas pessoas ligadas à empresa construtora.

De acordo com a acusação, no decurso das obras o empreiteiro constatou que os solos tinham uma “tensão de rutura inferior à prevista no caderno de encargos, o que implicava a realização de trabalhos não previstos e o pagamento de custos acrescidos pelo município”.

O MP considera indiciado que o então presidente da câmara “ordenou o prosseguimento da obra e a realização de tais trabalhos, resolvendo, mais tarde, forjar integralmente um procedimento para dar aparência de legalidade a uma despesa que assumira em nome do município de modo irregular, sem suporte, deliberação ou procedimento prévio”.

“Dando concretização a esta resolução, o arguido, com a colaboração de uma arguida, técnica superiora do município, e em conluio com o outro arguido e a outra arguida, ligados à empresa construtora, ordenou a abertura de um procedimento concursal de ajuste direto da obra, já feita”, acrescenta a acusação.

Para o efeito, “simulou convite à empresa que a tinha realizado e esta apresentou proposta do valor já previamente combinado e prosseguiram em conjunto com este simulacro, forjando todos os elementos do mesmo, nomeadamente auto de receção provisória, datado de 28 de novembro de 2011, e auto de exame da obra”.

O Centro Educativo de Monsul já estava concluído, tendo sido inaugurado em setembro de 2010.

Em maio de 2014, os vereadores do PS na Câmara de Póvoa de Lanhoso anunciaram que iriam pedir ao Ministério Público para investigar todo o processo da empreitada do Centro Educativo de Monsul, por considerarem que houve “irregularidades graves”.

Segundo o socialista Frederico Castro, uma das principais irregularidades resultava do facto de a câmara ter inicialmente dispensado um estudo geotécnico.

A empreitada, comparticipada por fundos comunitários, foi adjudicada sem esse estudo, mas, e ainda de acordo com Frederico Castro, o estado do terreno obrigou a “repensar” as sapatas e implicou uma “segunda empreitada” expressamente para esse efeito, por um valor superior a 130 mil euros.

“Esta segunda empreitada não beneficiou de qualquer comparticipação comunitária, acabando assim por ser integralmente financiada pelo município”, disse o vereador socialista.

Garantiu que essa “segunda empreitada” foi executada “por ordem verbal” do presidente da câmara, “sem que existisse um processo de adjudicação formal e legal”, que só aconteceu em 2011.

“Depois de construído o centro educativo é que foi formalizado o processo em termos documentais, ao ponto de termos autos posteriores à inauguração da própria obra, autos que esses têm que ver com as sapatas. É por de mais evidente de que existe aqui uma ilegalidade processual”, referiu.

Questionado na altura pela Lusa, o presidente da câmara esclareceu que o município não era obrigado a solicitar aos concorrentes um estudo geotécnico no âmbito do concurso, sublinhando que o estudo não foi pedido por ter sido esse o “entendimento dos técnicos”.

Acrescentou que, posteriormente, o empreiteiro, após escavação, verificou que as fundações previstas “não eram suficientes, alertando para a necessidade de se efetuar um reforço das mesmas”.

“Atendendo à urgência e interesse público em cumprir os prazos assumidos em sede de candidatura, bem como a conclusão a tempo do início do ano letivo, foi decidido dar continuidade aos trabalhos”, referiu ainda Manuel Batista, acrescentando que a regularização dos trabalhos executados foi efetuada “oportunamente”.

Marinhas. Incêndio em Albergue sem feridos a registar

Pelas 17h30 desta quinta-feira os Bombeiros Voluntários de Esposende receberam um alerta para um incêndio no Albergue de S. Miguel, na freguesia de Marinhas.

Para o local foram enviados dois veículos de socorro (combate a incêndios urbanos e de comando) e seis operacionais.

O incêndio ficou confinado a um compartimento e provocou apenas danos materiais. Não houve feridos a registar.

A GNR tomou conta da ocorrência.