Blogger de Barcelos condenado a pagar mais de 11 mil euros por difamação a religiosos

Um ‘blogger’ natural de Barcelos vai ter de pagar, entre multas e indemnizações, 11.680 euros por oito crimes de difamação agravada e dois de devassa da vida privada de religiosos, decidiu hoje o tribunal daquela comarca.

Desse montante, 3.480 euros são relativos a 580 dias de multa, à taxa diária de seis euros. Em indemnizações, requeridas pelos seis visados, entre eles o bispo da Diocese e a uma funcionária, o ‘blogger’ vai ter de pagar mais 8.200 euros.

O arguido é um homem de 25 anos de idade, promotor imobiliário, natural de Barcelos, que não ouviu hoje a leitura do acórdão por se encontrar atualmente a trabalhar no Canadá.

Neste processo, está em causa está um blogue cuja autoria é atribuída ao antigo seminarista em abril de 2012 com o título “Os podres da diocese de Viana do Castelo” e o subtítulo “Burlas, prostituição, homossexualidade, casamentos destruídos, injustiças, entre muitos outros caos ocorridos na diocese de Viana do Castelo”.

O blogue teria surgido em alegada retaliação por um suposto débito de um padre, amigo do arguido.

Naquele espaço na Internet, e durante meses, o arguido, descreveu atuações que na sua essência configurariam práticas menos condicentes com a postura do clero, publicando “fotografias e dados pessoais, profissionais e até de familiares” dos visados.

Hoje, na leitura do acórdão, a juíza que presidiu ao coletivo que julgou este caso afirmou que “apesar do sobressalto causado aos ofendidos, não há motivos para aplicar pena de prisão” ao arguido.

“O arguido não tem antecedentes criminais, era jovem (tinha entre 21 e 22 anos à data dos factos), teve um percurso de vida sem incidentes e vem desenvolvendo atividade profissional, que o levou, há mais de um ano, para o Canadá”, afirmou a juíza.

“Admite-se, assim, sem qualquer dificuldade, que puni-lo através de uma pena de multa, que pesará de forma sensível no seu orçamento, é o bastante para o consciencializar da gravidade da sua conduta e o afastar da prática de novos crimes”, sustentou.

No final, o advogado de defesa afirmou que “deverá interpor recurso para um tribunal superior” por considerar que “a sentença não está conforme os factos provados em julgamento”.

“A condenação não devia existir por não existir prova de que tenha praticados os factos de factos de que foi acusado”, sustentou o causídico.

O advogado da Diocese afirmou que “vai analisar o acórdão para decidir ser há motivos para recorrer”

 

Vila Verde. Domingos Silva salvou família de incêndio em vivenda

Momentos de pânico e terror para a família Silva na madrugada desta terça-feira depois de um curto circuito ter provocado um incêndio na garagem da sua habitação, no Bairro de Fontelos, em Ponte São Vicente, Vila Verde.

Domingos Silva, patriarca que vive com a mulher e um filho no primeiro piso da vivenda relatou ao Semanário V os momentos de aflição que viveu, em conjunto com outro filho, Nuno Silva, que habita no piso superior com a esposa e uma filha bebé de três meses.

O incêndio deflagrou por volta das 00h30 desta terça-feira numa arca congeladora, situada na garagem da habitação. “Já estávamos todos a dormir quando acordei com um estrondo, que terá sido uma das botijas da arca a explodir”, revela Domingos, explicando que quando saiu do quarto até à garagem encontrou o espaço “envolto em fumo com chamas já a bater no teto”.

Na vivenda situada no Bairro de Fontelos, em Ponte São Vicente, vivem seis pessoas

“Mal vi o fumo abri a janela do quarto e selei com roupas a porta do quarto onde estava o meu filho que tem incapacidade de 97% devido a paralisia cerebral para não entrar para lá o fumo”, diz.

Para aceder ao piso superior onde estava outro filho, a nora e uma neta, tinha de subir as escadas interiores que estavam na garagem, em chamas. “A reação foi subir as escadas até ao piso de cima para avisar o meu filho”, conta Domingos, explicando no entanto que não foi possível subir na primeira tentativa.

“Não consegui subir porque as chamas já estavam a bater no teto junto às escadas e a temperatura era muito alta. A minha mulher ainda tentou ir por outro lado mas não havia hipótese, sabia que era por ali que tinha de subir, então passei pelo meio do fumo e bati com a cabeça porque não se via nada, mas lá consegui achar o puxador da porta. Fui ao quarto deles e disse-lhes para fugirem”, conta Domingos.

Domingos Silva, em Ponte São Vicente, Vila Verde (c) Luís Ribeiro

O filho, Nuno Silva, a nora e a bebé de três meses conseguiram fugir por uma porta daquele piso para o exterior da habitação, colocando depois a bebé dentro de um carro, em segurança.

“O passo seguinte foi tirar o rapaz de dentro do quarto, porque ainda lá estava”, conta Domingos, explicando que saltaram pela janela do quarto e conseguiram passá-lo para fora através dessa mesma janela, enquanto a casa já estava tomada pelo fumo.

“Depois de termos colocado o meu outro filho no carro junto com a minha neta, e depois de toda a família já estar no exterior da vivenda, peguei na mangueira de jardim e comecei a apagar as chamas”, refere, indicando ainda que “os bombeiros chegaram mais ou menos nessa altura, não tenho nada que dizer, sei que não é perto de Vila Verde até aqui” No local, os Bombeiros de Vila Verde, e já com o fogo extinto, procederam à ventilação do espaço, que estava cheio de fumo denso.

Domingos Silva foi assistido no Hospital de Braga onde esteve dez horas a oxigénio e soro

Ao V, um dos bombeiros envolvidos no socorro apontou que “o homem foi um verdadeiro herói”. “Quando chegámos a casa estava completamente cheia de fumo denso, não se via nada”, aponta o bombeiro que também necessitou de receber assistência médica por causa da inalação de fumos.

Domingos Silva, em Ponte São Vicente, Vila Verde (c) Luís Ribeiro

Essa foi, aliás, a causa de ferimentos da família, acabando quatro elementos por receber assistência hospitalar pela inalação de fumo. Só Domingos Silva, esteve internado nas urgências cerca de 10 horas, tendo recebido três garrafas de oxigénio e outras tantas de soro.

Também Nuno Silva, filho que ajudou no resgate, foi assistido por inalação de fumos em conjunto com o irmão e a mãe. Só a nora e a bebé não precisaram de assistência.

Para além dos Bombeiros de Vila Verde com uma viatura de combate a incêndios urbanos e duas ambulâncias, também a GNR de Vila Verde se deslocou ao local.

Já Domingos Silva, em limpezas durante esta quarta-feira, espera que o seguro do empréstimo da casa lhe possa ajudar a cobrir alguns dos estragos. “Arderam duas arcas, dois frigoríficos, alguns móveis e toda a instalação elétrica”, contabiliza o morador em Ponte São Vicente, agora, desanimado e a fazer contas à vida.

Barcelos. Piscinas Municipais reabrem após obras de requalificação e beneficiação

Reabriram dia 12 de março as Piscinas Municipais, concluídas que estão as obras de requalificação e beneficiação, que incidiram nos sistemas hidráulico, mecânico, cobertura e envidraçados.

Depois de feitas inspeções regulares de manutenção por técnicos no edifício das Piscinas Municipais, detetou-se a necessidade de renovar e introduzir melhorias ao nível da cobertura e dos equipamentos hidráulicos, mecânicos e da qualidade do ar interior das piscinas, que careciam de obras de requalificação e beneficiação, decorridos que estão quase 18 anos sobre a abertura ao público das Piscinas.

A cobertura do edifício foi alvo de substituição e dotada de um reforço do isolamento térmico que melhorará o comportamento térmico da envolvente exterior, eliminando pontos de infiltrações de água.

Os vãos envidraçados foram reforçados ao nível da estrutura, com a reparação de todos os equipamentos hidráulicos e mecânicos assim como de ventilação. A intervenção na área da ventilação, nomeadamente a substituição do sistema de desumidificação, vai permitir melhorar significativamente a qualidade do ar interior das Piscinas.

Foram ainda substituídas as condutas de aspiração na nave da piscina, substituídos os filtros de areia e renovado o sistema de ventilação/climatização.

A obra teve um custo de 563.605,80€ euros, acrescido de IVA, numa área de implantação de 2.900,00m2.