Governo combate debandada do comércio dos centros urbanos

O secretário de Estado do Comércio afirmou hoje que o Governo quer contrariar o abandono do comércio dos centros urbanos, considerando que se trata de um problema “sério e crescente” que poderá acarretar danos “irreparáveis” para o país.

Paulo Alexandre Ferreira adiantou que “em breve” o Governo deverá anunciar medidas com vista à criação de condições para assegurar a manutenção e revitalização dos estabelecimentos comerciais nos centros urbanos e para garantir a sua sustentabilidade económico-financeira.

Objetivos que, adiantou, passarão pelo desenvolvimento de novos modelos de negócios, que aliem a tradição à inovação, à capacidade empresarial e ao espírito empreendedor das gerações mais jovens e das micro e pequenas empresas.

“É em torno destes eixos que o Governo está a estruturar a sua atuação e esperamos ter novidades para anunciar em breve”, referiu.

Para Paulo Alexandre Ferreira, o abandono do comércio nos centros urbanos é “um problema sério e crescente, com consequências dramáticas para os comerciantes, no curto prazo, e com danos que podem ser irrecuperáveis para o país, no longo prazo”.

“O encerramento destes espaços, sobretudo daqueles que se dedicam ao chamado comércio tradicional, é uma perda irreparável para o património histórico, cultural e imaterial das cidades”, disse ainda.

Por isso, defendeu que é necessário tomar medidas para contrariar aquele fenómeno e minimizar os danos já causados.

Nesse sentido, vaticinou, é “essencial garantir que a economia continua a recuperar, a confiança a aumentar e que o comércio continua a desempenhar este papel de relevo e de afirmação da identidade local e nacional, capaz de imprimir uma marca distintiva da excelência do país”.

“Porque é também esta marca distintiva que vai permitir captar investimento, criar emprego e atrair novos consumidores, como é o caso do turismo”, disse ainda.

O governante falava em Barcelos, na apresentação de um projeto de revitalização do comércio da cidade, numa parceria entre a Associação Comercial e Industrial de Barcelos (ACIB) e 22 lojas.

O projeto vai significar uma “injeção” de 727 mil euros, que será aplicada na modernização das 22 lojas aderentes e na dinamização de ações de rua.

No fundo, e como sintetizou o presidente da ACIB, João Albuquerque, a ideia passa pela criação, na cidade, de um “centro comercial a céu aberto”.

O projeto, que coloca lado a lado o comércio de rua com o comércio eletrónico, inclui a criação da marca “Plaza Barcelos”.

Vai ser criado um portal de divulgação, em português e inglês, para divulgação da oferta comercial das empresas aderentes, com ligação às redes sociais, possibilitando ainda transações online.

A elaboração de um catálogo virtual para as campanhas de marketing e o desenvolvimento de uma aplicação para smartphone são outras das ações previstas.

Será ainda criado um sistema de fidelização de clientes, introduzindo um sistema de acumulação de pontos, e implementado um sistema de entregas ao domicílio.

O projeto foi candidatado e aprovado no âmbito do programa “Comércio Investe – Projetos Conjuntos”, dinamizado pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI).

Barcelos. Piscinas Municipais reabrem após obras de requalificação e beneficiação

Reabriram dia 12 de março as Piscinas Municipais, concluídas que estão as obras de requalificação e beneficiação, que incidiram nos sistemas hidráulico, mecânico, cobertura e envidraçados.

Depois de feitas inspeções regulares de manutenção por técnicos no edifício das Piscinas Municipais, detetou-se a necessidade de renovar e introduzir melhorias ao nível da cobertura e dos equipamentos hidráulicos, mecânicos e da qualidade do ar interior das piscinas, que careciam de obras de requalificação e beneficiação, decorridos que estão quase 18 anos sobre a abertura ao público das Piscinas.

A cobertura do edifício foi alvo de substituição e dotada de um reforço do isolamento térmico que melhorará o comportamento térmico da envolvente exterior, eliminando pontos de infiltrações de água.

Os vãos envidraçados foram reforçados ao nível da estrutura, com a reparação de todos os equipamentos hidráulicos e mecânicos assim como de ventilação. A intervenção na área da ventilação, nomeadamente a substituição do sistema de desumidificação, vai permitir melhorar significativamente a qualidade do ar interior das Piscinas.

Foram ainda substituídas as condutas de aspiração na nave da piscina, substituídos os filtros de areia e renovado o sistema de ventilação/climatização.

A obra teve um custo de 563.605,80€ euros, acrescido de IVA, numa área de implantação de 2.900,00m2.

Retalho. Mercadona vai abrir loja em Braga

“Não iremos para Lisboa”, ressalvou o presidente da cadeia de supermercados espanhola, vincando que a empresa está “muito feliz” por apostar na região do Porto

O presidente da cadeia de supermercados espanhola Mercadona diz “não acreditar em centralismos”, justificando assim a aposta na região do Porto, em Portugal, e a não abertura de lojas em Lisboa numa primeira fase.

“Porquê o Porto? Porque não acredito em centralismo. Começamos pelo Porto, que é uma grande cidade, e depois vamos descer [no território do país]”, disse Juan Roig, que falava na conferência de imprensa da apresentação resultados de 2017, em Valência, Espanha.

“Não iremos para Lisboa”, ressalvou o responsável, vincando que a empresa está “muito feliz” por apostar na região do Porto.

Para o primeiro semestre de 2019 está prevista a abertura das lojas de Gaia, Maia, Gondomar e Matosinhos. Seguem-se, depois, outras cinco lojas no norte do país, ainda sem data: Porto, Braga, Penafiel, Barcelos e uma segunda loja em Gaia.

“Não queremos pôr uma bandeira no Porto, queremos expandir-nos em Portugal”, apontou.

Questionado sobre uma possível abertura aos domingos, dia em que os supermercados fecham em Espanha, mas que é forte em vendas em Portugal, Juan Roig referiu que esta é “uma das grandes discussões” que a empresa está a ter, tendo em conta as novas lojas portuguesas.

“Eu não gostaria de abrir, mas estamos a falar”, acrescentou.

Já quanto à introdução no mercado português, considerou ser “um mercado maduro”, mas realçou que “todos os mercados” o são.

“Há é uma nova forma de fazer as coisas”, segundo o presidente da companhia.

Falando num “sistema distinto” da Mercadona face ao que existe em Espanha, Juan Roig recusou que a cadeia seja apenas “uma distribuidora de produtos” em Portugal.

Por isso, está a reunir-se com fornecedores e com potenciais clientes portugueses.

Acresce que “50% dos produtos que vamos vender em Portugal são diferentes dos que vendemos em Espanha”, indicou, exemplificando que os portugueses preferem sabores tropicais como o do ananás.

Salientando que a Mercadona “está cada vez mais perto de Portugal”, disse que, em 2017, a empresa já criou a sociedade no país (a Irmãdona), abriu um Centro de Coinovação em Matosinhos, recrutou 120 pessoas para cargos de direção e abriu concursos para 200 colaboradores para as lojas, tendo ainda assinado um contrato para instalar uma plataforma logística na Póvoa de Varzim.