PJ faz buscas nos Estaleiros de Viana do Castelo

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou hoje que está a realizar oito buscas em diversas localidades, nomeadamente em Viana do Castelo, Lisboa e em Aveiro no âmbito de uma investigação relacionada com os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).

Em comunicado, a PJ adiantou que a operação Atlantis está a ser conduzida pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC), “no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público (DCIAP) em que se investiga a eventual prática dos crimes de administração danosa, corrupção e participação económica em negócio no âmbito da gestão de estaleiros navais”.

Segundo a PJ, a operação mobiliza 30 inspetores, cinco procuradores do DCIAP, e dois magistrados judiciais.

Fonte da Direção Nacional da P disse hoje que as buscas estão “fundamentalmente” relacionadas com a venda o navio Atlântida.

O ferryboat foi adjudicado por 8,7 milhões de euros à empresa Douro Azul em julho de 2014 pela administração dos ENVC face ao incumprimento de um armador grego que tinha vencido o concurso público internacional lançado em março desse ano pela empresa pública para a venda do navio que o Governo dos Açores encomendou aos ENVC e depois rejeitou.

A Mystic Cruises, do grupo Douro Azul (cruzeiros turísticos), apresentou a segunda melhor proposta.

A Thesarco Shipping não pagou os quase 13 milhões de euros que tinha proposto para a compra do Atlântida depois de terminado o segundo prazo atribuído ao armador grego para pagar o navio.

O programa do procedimento lançado em março passado pela administração dos ENVC para a venda do navio, que o armador grego venceu, previa a possibilidade de adjudicação ao segundo classificado.

Até ao momento, acrescenta PGR em comunicado, ainda não foram constituídos arguidos.

“Em causa estão factos relacionados com a subconcessão dos Estaleiros de Viana e a venda do Navio Atlântida”, diz a nota.

As diligências de hoje ocorreram em Viana do Castelo, Porto, Lisboa, Aveiro e Torres Vedras, segundo a PGR, que alude a buscas no Ministério da Defesa Nacional (MDN) e na Empordef, a ‘holding’ estatal para as indústrias da Defesa.

Na operação Atlantis participam cinco magistrados do Ministério Público e quatro magistrados judiciais.

A investigação, explica a PGR, está relacionada com “suspeitas da prática dos crimes de administração danosa, corrupção e participação económica em negócio”.

Fonte do gabinete do ministro da Defesa confirmou a realização de buscas nas instalações do ministério, no Restelo.

Viana do Castelo. GNR faz nove detidos e apreende armas e mais de 1200 doses de droga no Alto Minho

A GNR deteve hoje, em vários concelhos do distrito de Viana do Castelo, oito homens e uma mulher e apreendeu mais de 1.200 doses de droga e quatro armas proibidas.

Em comunicado, o Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo adiantou que, dos nove detidos, com idades entre os 22 e os 56 anos, sete têm antecedentes criminais.

Dos nove detidos, “quatro acabaram por ser libertados e cinco permanecem sob custódia da GNR para serem presentes ao Tribunal Judicial de Viana do Castelo, no próximo dia 12 de junho”.

A operação contou com o apoio da Unidade de Intervenção, de militares das secções de Informações e Investigação Criminal de Braga, Porto, Aveiro, Viseu, Vila Real e Viana do Castelo, de militares dos diversos postos territoriais, intervenção do Comando de Viana do Castelo e ainda de elementos da PSP de Viana do Castelo.

Segundo a GNR, a operação hoje desencadeada “visou dar cumprimento a 27 mandados de busca domiciliária, um mandado de busca a um estabelecimento comercial e 30 mandados de busca e apreensão a veículos”.

No decurso daquela operação, os militares da GNR apreenderam 455 doses de cocaína, 366 doses de haxixe, seis doses de heroína, quatro armas de fogo (três caçadeiras, sendo que duas de canos serrados e uma carabina de 5,5 mm adulterada) e 20 munições de vários calibres.

Sete armas brancas, uma viatura ligeira, duas balanças de precisão, três LCD, dois ‘tablet’ e 2.730 euros estão também entre os artigos recuperados pela GNR, numa operação que constituiu como arguidos mais cinco homens.

Viana do Castelo. Vai ter praia para cães

A Praia do Coral, em Viana do Castelo, vai ser a primeira instância balnear do minho a ter autorização para permanência e circulação de cães. É a segunda praia do país com estas condições, depois de Peniche.

Segundo o comandante da Polícia Marítima de Viana do Castelo, Raul Risso, este é um projeto que já vem a ser preparado há mais de um ano, apontando a data de inauguração para dia 15 de junho.

A iniciativa partiu da associação Vila Animal, do município de Viana e da autoridade portuária, que é quem vai administrar a praia.

“Como todos nós sabemos, durante a época balnear, nos espaços concessionados, não se podem ter os cães. Agora sim vamos ter um espaço dedicado aos cães e a quem gosta deles”, disse ainda o comandante.

Entre as normas da praia para cães contam-se a obrigatoriedade de os animais estarem registados, usarem trela e, no caso de raças consideradas perigosas, usarem açaime.