Concelhia do PSD de Viana perde quórum com demissão de sete dos 13 elementos

A líder da concelhia do PSD de Viana do Castelo, Ana Palhares, revelou hoje que a estrutura partidária deixou de poder funcionar porque se demitiram sete dos seus 13 elementos.

Ana Palhares, eleita presidente da comissão política concelhia do PSD em outubro de 2015, atribuiu a “responsabilidade desta crise” ao vice-presidente, Eduardo Teixeira, que, contactado pela Lusa, se escusou a fazer comentários sobre o assunto.

“A crise que o PSD de Viana do Castelo está hoje a viver tem um responsável e chama-se Eduardo Teixeira”, sustentou a atual deputada municipal e ex-vereadora da Câmara de Viana do Castelo.

Segundo a advogada, no total, “desde julho e até à última segunda-feira, demitiram-se 11 elementos, entre membros com direito a voto e nomes que integram a lista de suplentes, o que inviabilizou a substituição dos demissionários”.

Ana Palhares acusou Eduardo Teixeira de “querer impor e forçar” o seu nome como cabeça de lista às próximas autárquicas, “aproveitando-se das de fragilidades das pessoas e das amizades pessoais”.

“Ser candidato à Câmara de Viana do Castelo nas próximas autárquicas era a sua agenda política e a sua vontade desde o primeiro momento. Impôs e forçou o seu nome para liderar a lista do PSD à Câmara de Viana do Castelo”, Ana Palhares.

Afirmou que “no passado Eduardo Teixeira demonstrou não ter condições para liderar uma candidatura vencedora e credível” e lamentou que “continue a insistir inviabilizando todo o trabalho dentro da concelhia”.

“Não aceito submeter-me à ambição das pessoas. A ambição pessoal não pode suplantar-se aos interesses de Viana do Castelo, da população e do PSD”, referiu.

De acordo com a responsável a concelhia local do PSD “ainda não tinha definido nada”, relativamente às eleições autárquicas de 2017.

“Apenas tínhamos definido o perfil do candidato e os princípios orientadores da candidatura que não passavam pelo nome de Eduardo Teixeira por não reunir condições para ser opositor de José Maria Costa (atual presidente da Câmara) “, disse.

Ana Palhares revelou que a concelhia irá a votos dentro de cerca de um mês apontado o início de outubro para a realização do novo ato eleitoral ao qual ainda não decidiu se irá recandidatar-se.

“Vou ver se estão reunidas as condições. É uma questão que tem que se ponderada mas não afasto essa hipótese. Não me vou por em bico de pés mas se o meu partido precisar de mim e achar que reúno condições aceitarei recandidatar-me”, sustentou.

Viana do Castelo. Vai ter praia para cães

A Praia do Coral, em Viana do Castelo, vai ser a primeira instância balnear do minho a ter autorização para permanência e circulação de cães. É a segunda praia do país com estas condições, depois de Peniche.

Segundo o comandante da Polícia Marítima de Viana do Castelo, Raul Risso, este é um projeto que já vem a ser preparado há mais de um ano, apontando a data de inauguração para dia 15 de junho.

A iniciativa partiu da associação Vila Animal, do município de Viana e da autoridade portuária, que é quem vai administrar a praia.

“Como todos nós sabemos, durante a época balnear, nos espaços concessionados, não se podem ter os cães. Agora sim vamos ter um espaço dedicado aos cães e a quem gosta deles”, disse ainda o comandante.

Entre as normas da praia para cães contam-se a obrigatoriedade de os animais estarem registados, usarem trela e, no caso de raças consideradas perigosas, usarem açaime.

IPVC. “O futuro da agricultura passa por aqui”

Começaram hoje as Jornadas Ibéricas de Agricultura de Precisão na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (ESA-IPVC). Na sessão de abertura, Ana Paula Vale, diretora da ESA-IPVC, sublinhou que “o futuro da agricultura passa por aqui, pela agricultura de precisão”. A responsável pela ESA-IPVC revelou que a instituição fará um investimento de um milhão de euros na aquisição de equipamentos. “Estas jornadas, esta discussão que estamos a fomentar acontece no momento certo, pois a ESA tem vários projetos aprovados e financiados neste setor e a instituição vai fazer, nos próximos dois anos, o investimento de cerca de um milhão de euros na aquisição de equipamentos que vão auxiliar a formação dos estudantes e ajudar os agricultores não só desta região”. Para Ana Paula Vale tal investimento vai-se traduzir num “salto tecnológico muito significativo”.

Já Mário Araújo, da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, enalteceu a iniciativa que junta instituições de Portugal e Espanha e falou dos financiamentos que existem nesta área. Mário Araújo lançou igualmente vários desafios aos presentes em questões que ligados ao setor, como por exemplo no caso do combate às pragas, desafiando inclusivamente os presentes para a possibilidade de os avisos agrícolas passarem a ser quase em tempo real. Desafios que Ana Paula Vale diz estar já em cima da mesa com a recente criação da Rede Nacional de Experimentação e Investigação Agrária que reúne todas as Escola Superiores agrárias do Ensino Politécnico português.

Já Carlos Rodrigues, vice-presidente do IPVC falou da importância da agricultura de precisão como uma “ferramenta útil no auxílio de tomada de decisão com uma maior e melhor precisão, sendo igualmente um meio de diagnóstico e atuação”. O futuro da agricultura passa por produzir mais, melhor e de forma mais sustentável”.

Hoje e amanhã todas as questões ligadas à Agricultura de Precisão vão estar em discussão nestas jornadas que se assumem como um encontro técnico-científico que se dirige a produtores, técnicos das associações e outras organizações do sector agrícola, técnicos das empresas, estudantes do Ensino profissional e superior na área das ciências da terra e agronomia; técnicos da administração central, regional e local.

As Jornadas Ibéricas de Agricultura de Precisão pretendem “apresentar e divulgar os avanços nas técnicas e os desafios da adoção e aplicação das tecnologias e equipamentos; partilhar experiências entre os diferentes utilizadores das tecnologias de agricultura de precisão nos diferentes âmbitos da produção agronómica. discutir e realizar propostas para uma maior adoção, otimizar os meios disponíveis e necessário bem como, maximizar os respetivos impactes esperados na região do Entre Douro e Minho”.