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“Fuga” de embarcações de Esposende preocupa autoridades marítimas

A “fuga” de embarcações de Esposende para outros localidades preocupa os responsáveis pela Delegação Marítima de Esposende. A nota foi deixada durante visita efetuada aquela delegação por Benjamim Pereira, presidente da Câmara de Esposende.

Segundo Fernando Soares, sargento da delegação da Autoridade Marítima de Esposende, a situação acontece devido “essencialmente à falta de condições”.

“Essa avaliação faz-se pelo número de vistorias que, face aos mais de quatro mil barcos registados em Esposende, deveria corresponder uma média de 800 vistorias/ano. Na realidade, estão a fazer-se 300 vistorias/ano”, adiantou o sargento.

O edil de Esposende está atento às preocupações de autoridades, pescadores e proprietários de embarcações de recreio e adiantou que tudo está a ser feito para ultrapassar os problemas da barra.

“Temos em curso a obra de reconstrução do molhe e esperamos resolver, a curto prazo, o problema da restinga. Queremos que a entrada no molhe seja segura para os proprietários das embarcações. Na doca de pesca queremos criar uma situação confortável para os pescadores e, para aqueles que usam os barcos para recreio, queremos proporcionar as melhores condições”, sublinhou Benjamim Pereira.

Benjamim Pereira abordou, ainda, a questão da vigilância nas praias, atendendo a novas dinâmicas que levam os banhistas a procurar novas praias e terminou a visita agradecendo o apoio que a Delegação Marítima tem dispensado à comunidade piscatória de Esposende.

O Comandante Raúl Risso, capitão de Fragata e responsável máximo pela capitania de Viana do Castelo, deu conta de alguns números que revelam a importância da realização de obras.

“Entre embarcações de pesca e de recreio, ultrapassa as quatro mil registadas na Delegação Marítima de Esposende. São 37 os barcos de pesca que se dividem pelas comunidades marítimas de Esposende e Apúlia”, informou o comandante.

 

Jornalista - Carteira Profissional Nº CO/1250