Póvoa de Varzim. Poesia do Correntes celebrada musicalmente pela Lisbon Poetry Orchestra

O Cine-Teatro Garrett recebeu na quarta-feira (22) um espetáculo musical de celebração da poesia da 18ª edição do Correntes d´Escritas, por parte da Lisbon Poetry Orchestra (LPO).

Integralmente baseado nas obras finalistas do Prémio Literário Casino da Póvoa, de António Carlos Cortez, Armando Silva Carvalho, Daniel Jonas, Filipa Leal, Luís Filipe Castro Mendes, Miguel-Manso, Nuno Júdice e Paulo José Miranda, o coletivo multidisciplinar composto por quatro músicos levou a plateia por uma viagem pelo imaginário destes autores, à descoberta e reinvenção da palavra dita e cantada.

Com curadoria do escritor e poeta Fernando Pinto do Amaral, a poesia, declamada, musicada e ilustrada com temas originais compostos pelo grupo, foi o eixo central do espetáculo. Na companhia de outros convidados, nomeadamente músicos, atores, diseurs, performers, vídeo artistas, gráficos, ilustradores e designers de suportes digitais, os quatro músicos inovaram pela criação de momentos musicais ilustrados pelas imagens projetadas em vídeo e que, pela força da poesia, induziram o espetador num imaginário único e pessoal.

Intitulada “Poetas Portugueses de Agora”, esta iniciativa faz parte da primeira fase de um processo que resultará na edição de um trabalho discográfico com o mesmo título ainda a acontecer em 2017.

Ao longo da sua ainda curta história de vida, a LPO, entre outros desafios, registou um conjunto de composições no álbum “De Lisboa para o Mundo”, usando Lisboa como mote para o repertório escolhido. Concebeu e produziu o espetáculo “Os Surrealistas”, para o Festival Silêncio e estreou no Centro Cultural de Belém, com a colaboração de um quarteto de cordas, um espetáculo inteiramente baseado na majestosa compleição da poesia universal “A Rosa do Mundo”.

Póvoa de Varzim. FIMP com 166 intérpretes e 50 compositores

A 39.ª edição do Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim, de 07 a 30 de julho, contará com 166 intérpretes, que divulgarão o trabalho de 50 compositores, da renascença à contemporaneidade, foi hoje divulgado.

Em comunicado, o município especifica que 119 dos intérpretes são portugueses, sendo os restantes provenientes da Alemanha, Argentina, Canadá, Espanha, França, Grã-Bretanha, Federação Russa, Holanda e República Checa.

Dos 50 compositores cuja música serás divulgada no festival, 15 são portugueses.

Citado no comunicado, o diretor do festival, João Marques, sublinhou que esta 39.ª edição “dá sequência às linhas mestras da programação identitária” do certame, desde logo com a apresentação de “ilustres” convidados de nível internacional.

No âmbito da música antiga “historicamente informada”, alguns destaques vão para Ensemble Masques, com os cravistas Jean Rondeau e Olivier Fortin (em concertos para dois cravos de J. S. Bach), o cravista Pierre Hantaï (música de Haendel, Bach, D. Scarlatti e Carlos Seixas), a Cappella Mediterranea e a Capella Sanctae

João Marques destaca também os regressos de dois “expoentes” do circuito internacional – o Pavel Haas Quartet (música de Beethoven, Martinu e Smetana) e o pianista Alexander Melnikov (obras de Schubert, Brahms e Chostakovitch).

Uma rubrica que o festival vem privilegiando – o apoio aos músicos portugueses e à nova música – será concretizada através do 10.º Concurso Internacional de Composição da Póvoa de Varzim (CICPV), em cujo encerramento participará um quarteto formado por Afonso Fesch (violino), António Saiote (clarinete), Filipe Quaresma (violoncelo) e Miguel Borges Coelho (piano).

No encerramento, marcará ainda presença o Ensemble Clepsidra, com direção de José Luís Borges Coelho.

A soprano Raquel Camarinha, o pianista Yoan Héreau e o Quarteto Verazin dedicam o seu concerto à música vocal e instrumental francesa.

De sublinhar ainda um recital de piano por Raul da Costa (obras de Bach, Beethoven, Debussy, Adès e Balakirev).

A completar a programação nuclear, haverá dois concertos com música sinfónica a cargo da Orquestra Metropolitana de Lisboa e da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música.

O primeiro será dirigido por Pedro Amaral e tem como solista o percussionista Agostinho Sequeira, Prémio Jovens Músicos da RTP Antena 2 – 2016 (Beethoven, Eötvös e Brahms).

No segundo, intervirá de novo a soprano Raquel Camarinha, desta vez sob direção de Martin André (Sinfonia n.º 4, de Gustav Mahler).

O FIMPV 2017 dará continuidade à formação de jovens músicos, designadamente através das atividades do Quarteto Verazin e das ‘masterclasses’ de António Salgado (canto), Miguel Rocha (violoncelo), Pavel Haas Quartet (música de câmara) e Capella Sanctae Crucis (música antiga).

Assegurará também a preservação da memória das diversas iniciativas e as habituais manifestações paralelas, que visam enriquecer a programação nuclear e atrair novos públicos.

Esta 39.ª edição do festival é organizada pela Associação Pró-Música da Póvoa de Varzim, com os apoios da Direção-Geral das Artes (Ministério da Cultura), da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim e do Turismo de Portugal.

Concerto. Paulo Barros apresenta “Um Piano Só”

Esposende recebe a 17 de junho, pelas 22h00, no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio, um concerto de piano por Paulo Barros, com entrada livre.

Barros gravou o seu primeiro CD a solo, intitulado “Um Piano Só”, que será apresentado neste concerto. “Com uma linguagem jazzística e através das suas composições originais, o músico transporta os ouvintes para um universo de sonoridades no qual cada um pode criar as suas próprias histórias”, refere nota de imprensa do município da foz do Cávado.

Nascido na Inglaterra em 1968, Paulo Barros é descendente de esposendenses. Começou a estudar piano clássico com 7 anos de idade. Em 1998 concluiu o Bacharelato de piano da ESMAE. Gravou o CD «Slow Emotion» com a cantora dinamarquesa Mai Seidelin Norby, onde teve a participação especial do contrabaixista Jesper Bodilson.

Atualmente faz parte do Quinteto de Adriana Miki, do Quarteto de Carlos Mendes, do Quinteto de Manuel Linhares e do Quarteto de Richard Okkerse.