Tribunais. Preventiva para alegado quadruplo homicidio de Barcelos

Adelino Briote, detido na sexta-feira em Barcelos por suspeitas de quatro homicídios, incluindo de uma grávida, na freguesia de São Veríssimo, ficou hoje em prisão preventiva.

A decisão de um juiz de instrução criminal do Tribunal de Braga foi justificada por se verificarem “todos os perigos previstos” no artigo 204 do Código do Processo Penal.

Em causa estão os perigos de fuga, de perturbação do decurso do inquérito, de continuação da atividade criminosa e de perturbação da ordem e tranquilidade públicas.

O arguido, de 63 anos, está indiciado de quatro crimes de homicídio qualificado.

O homem saiu do tribunal de cabeça tapada por um casaco e foi apupado por alguns populares, tendo sido conduzido pela Polícia Judiciária ao Estabelecimento Prisional de Braga.

O arguido terá matado à facada, na sexta-feira, quatro vizinhos em S. Veríssimo, Barcelos.

 

Barcelos. Piscinas Municipais reabrem após obras de requalificação e beneficiação

Reabriram dia 12 de março as Piscinas Municipais, concluídas que estão as obras de requalificação e beneficiação, que incidiram nos sistemas hidráulico, mecânico, cobertura e envidraçados.

Depois de feitas inspeções regulares de manutenção por técnicos no edifício das Piscinas Municipais, detetou-se a necessidade de renovar e introduzir melhorias ao nível da cobertura e dos equipamentos hidráulicos, mecânicos e da qualidade do ar interior das piscinas, que careciam de obras de requalificação e beneficiação, decorridos que estão quase 18 anos sobre a abertura ao público das Piscinas.

A cobertura do edifício foi alvo de substituição e dotada de um reforço do isolamento térmico que melhorará o comportamento térmico da envolvente exterior, eliminando pontos de infiltrações de água.

Os vãos envidraçados foram reforçados ao nível da estrutura, com a reparação de todos os equipamentos hidráulicos e mecânicos assim como de ventilação. A intervenção na área da ventilação, nomeadamente a substituição do sistema de desumidificação, vai permitir melhorar significativamente a qualidade do ar interior das Piscinas.

Foram ainda substituídas as condutas de aspiração na nave da piscina, substituídos os filtros de areia e renovado o sistema de ventilação/climatização.

A obra teve um custo de 563.605,80€ euros, acrescido de IVA, numa área de implantação de 2.900,00m2.

Retalho. Mercadona vai abrir loja em Braga

“Não iremos para Lisboa”, ressalvou o presidente da cadeia de supermercados espanhola, vincando que a empresa está “muito feliz” por apostar na região do Porto

O presidente da cadeia de supermercados espanhola Mercadona diz “não acreditar em centralismos”, justificando assim a aposta na região do Porto, em Portugal, e a não abertura de lojas em Lisboa numa primeira fase.

“Porquê o Porto? Porque não acredito em centralismo. Começamos pelo Porto, que é uma grande cidade, e depois vamos descer [no território do país]”, disse Juan Roig, que falava na conferência de imprensa da apresentação resultados de 2017, em Valência, Espanha.

“Não iremos para Lisboa”, ressalvou o responsável, vincando que a empresa está “muito feliz” por apostar na região do Porto.

Para o primeiro semestre de 2019 está prevista a abertura das lojas de Gaia, Maia, Gondomar e Matosinhos. Seguem-se, depois, outras cinco lojas no norte do país, ainda sem data: Porto, Braga, Penafiel, Barcelos e uma segunda loja em Gaia.

“Não queremos pôr uma bandeira no Porto, queremos expandir-nos em Portugal”, apontou.

Questionado sobre uma possível abertura aos domingos, dia em que os supermercados fecham em Espanha, mas que é forte em vendas em Portugal, Juan Roig referiu que esta é “uma das grandes discussões” que a empresa está a ter, tendo em conta as novas lojas portuguesas.

“Eu não gostaria de abrir, mas estamos a falar”, acrescentou.

Já quanto à introdução no mercado português, considerou ser “um mercado maduro”, mas realçou que “todos os mercados” o são.

“Há é uma nova forma de fazer as coisas”, segundo o presidente da companhia.

Falando num “sistema distinto” da Mercadona face ao que existe em Espanha, Juan Roig recusou que a cadeia seja apenas “uma distribuidora de produtos” em Portugal.

Por isso, está a reunir-se com fornecedores e com potenciais clientes portugueses.

Acresce que “50% dos produtos que vamos vender em Portugal são diferentes dos que vendemos em Espanha”, indicou, exemplificando que os portugueses preferem sabores tropicais como o do ananás.

Salientando que a Mercadona “está cada vez mais perto de Portugal”, disse que, em 2017, a empresa já criou a sociedade no país (a Irmãdona), abriu um Centro de Coinovação em Matosinhos, recrutou 120 pessoas para cargos de direção e abriu concursos para 200 colaboradores para as lojas, tendo ainda assinado um contrato para instalar uma plataforma logística na Póvoa de Varzim.