Póvoa de Varzim. FIMP com 166 intérpretes e 50 compositores

A 39.ª edição do Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim, de 07 a 30 de julho, contará com 166 intérpretes, que divulgarão o trabalho de 50 compositores, da renascença à contemporaneidade, foi hoje divulgado.

Em comunicado, o município especifica que 119 dos intérpretes são portugueses, sendo os restantes provenientes da Alemanha, Argentina, Canadá, Espanha, França, Grã-Bretanha, Federação Russa, Holanda e República Checa.

Dos 50 compositores cuja música serás divulgada no festival, 15 são portugueses.

Citado no comunicado, o diretor do festival, João Marques, sublinhou que esta 39.ª edição “dá sequência às linhas mestras da programação identitária” do certame, desde logo com a apresentação de “ilustres” convidados de nível internacional.

No âmbito da música antiga “historicamente informada”, alguns destaques vão para Ensemble Masques, com os cravistas Jean Rondeau e Olivier Fortin (em concertos para dois cravos de J. S. Bach), o cravista Pierre Hantaï (música de Haendel, Bach, D. Scarlatti e Carlos Seixas), a Cappella Mediterranea e a Capella Sanctae

João Marques destaca também os regressos de dois “expoentes” do circuito internacional – o Pavel Haas Quartet (música de Beethoven, Martinu e Smetana) e o pianista Alexander Melnikov (obras de Schubert, Brahms e Chostakovitch).

Uma rubrica que o festival vem privilegiando – o apoio aos músicos portugueses e à nova música – será concretizada através do 10.º Concurso Internacional de Composição da Póvoa de Varzim (CICPV), em cujo encerramento participará um quarteto formado por Afonso Fesch (violino), António Saiote (clarinete), Filipe Quaresma (violoncelo) e Miguel Borges Coelho (piano).

No encerramento, marcará ainda presença o Ensemble Clepsidra, com direção de José Luís Borges Coelho.

A soprano Raquel Camarinha, o pianista Yoan Héreau e o Quarteto Verazin dedicam o seu concerto à música vocal e instrumental francesa.

De sublinhar ainda um recital de piano por Raul da Costa (obras de Bach, Beethoven, Debussy, Adès e Balakirev).

A completar a programação nuclear, haverá dois concertos com música sinfónica a cargo da Orquestra Metropolitana de Lisboa e da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música.

O primeiro será dirigido por Pedro Amaral e tem como solista o percussionista Agostinho Sequeira, Prémio Jovens Músicos da RTP Antena 2 – 2016 (Beethoven, Eötvös e Brahms).

No segundo, intervirá de novo a soprano Raquel Camarinha, desta vez sob direção de Martin André (Sinfonia n.º 4, de Gustav Mahler).

O FIMPV 2017 dará continuidade à formação de jovens músicos, designadamente através das atividades do Quarteto Verazin e das ‘masterclasses’ de António Salgado (canto), Miguel Rocha (violoncelo), Pavel Haas Quartet (música de câmara) e Capella Sanctae Crucis (música antiga).

Assegurará também a preservação da memória das diversas iniciativas e as habituais manifestações paralelas, que visam enriquecer a programação nuclear e atrair novos públicos.

Esta 39.ª edição do festival é organizada pela Associação Pró-Música da Póvoa de Varzim, com os apoios da Direção-Geral das Artes (Ministério da Cultura), da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim e do Turismo de Portugal.

Concerto. Paulo Barros apresenta “Um Piano Só”

Esposende recebe a 17 de junho, pelas 22h00, no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio, um concerto de piano por Paulo Barros, com entrada livre.

Barros gravou o seu primeiro CD a solo, intitulado “Um Piano Só”, que será apresentado neste concerto. “Com uma linguagem jazzística e através das suas composições originais, o músico transporta os ouvintes para um universo de sonoridades no qual cada um pode criar as suas próprias histórias”, refere nota de imprensa do município da foz do Cávado.

Nascido na Inglaterra em 1968, Paulo Barros é descendente de esposendenses. Começou a estudar piano clássico com 7 anos de idade. Em 1998 concluiu o Bacharelato de piano da ESMAE. Gravou o CD «Slow Emotion» com a cantora dinamarquesa Mai Seidelin Norby, onde teve a participação especial do contrabaixista Jesper Bodilson.

Atualmente faz parte do Quinteto de Adriana Miki, do Quarteto de Carlos Mendes, do Quinteto de Manuel Linhares e do Quarteto de Richard Okkerse.

Cultura. “Maré d’Arte” invade Largo Fonseca Lima

O Largo Fonseca Lima, em Esposende, vai ser palco, no próximo sábado, dia 10 de junho, de um evento de arte na rua, intitulado “Maré d’Arte”.

A iniciativa marca o arranque do Ciclo de Artes Plásticas e Performativas do Museu Municipal de Esposende e reúne artistas plásticas e performers do norte de Portugal, sendo comissariada pela pintora Madalena Macedo, de Guimarães.

O evento vai decorrer das 10h00 às 16h30, com pintura ao vivo em cavalete, com a participação dos pintores António Miranda, Fátima Miranda e Monteiro da Silva, de Barcelos, António Nunes, João Marrocos e Joel Correia, de Caminha, Jorge Ferreira, de Forjães, Lurdes Rodrigues, de Braga, Cipriano Oquiniame, de Viana do Castelo, Mário Rebelo de Sousa, de Vila Praia de Âncora, Pierre-Michel de Keyn, de Valdreu, e da própria Madalena Macedo.

A Maré d’Arte trará ainda ao Largo Fonseca Lima apontamentos de poesia pelos declamadores Armindo Cerqueira, de Barcelos, e Maria Simões, de Braga, cujo fio condutor terá como protagonista as paisagens e as histórias do mar de Esposende.