Mais de 70 mortos atentado terrorista em Nice

O presidente da região Provence-Alpes-Côte d’Azur disse esta noite que o atentado ocorrido há poucas horas fez pelo menos 70 mortos. Christian Estrosi, que já foi presidente da câmara, na sua conta no Twitter apresenta as condolências às famílias e diz que se está perante “o pior drama da historia de Nice”. Não há confirmação de vitimas portuguesas.

“A hora é de mobilização”, disse o responsável, apelando à solidariedade e acrescentando que foi já criado um gabinete de apoio psicológico. O procurador de Nice, Jean-Michel Prête, tinha dito antes que pelo menos 60 pessoas tinham morrido, atingidas por um camião ao longo de dois quilómetros na marginal da cidade.

No local, junto ao mar Mediterrâneo, concentrava-se uma multidão que assistia a um espetáculo de fogo de artifício. Os números avançados pelo procurador eram o resultado de um primeiro balanço feito pelos bombeiros.

Um camião atingiu esta noite uma multidão em Nice, no sul de França, na Promenade des Anglais, quando assistiam a um fogo de artifício para celebrar o dia de França.

O autor do atentado de quinta-feira em Nice, no qual morreram pelo menos 70 pessoas e 100 ficaram feridas, levava o camião que conduzia carregado de armas, disse o presidente da região, Christian Estrosi, em declarações à estação BFMTV.

O condutor do camião foi abatido pela polícia. As autoridades francesas já consideraram este ataque um atentado e o Presidente da França, François Hollande, vai reunir o gabinete de crise.

IPMA. Sismo de 3.6 sentido em Esposende

A terra tremeu na zona norte do país, e também em Esposende, após sismo com epicentro em Amarante, classificado com magnitude de 3.6 na Escala de Ritcher, segundo dados divulgados pelo Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA).

Ao que o Esposende 24 apurou, o sismo, com registo às 17:03 horas, foi sentido em várias freguesias, com maior incidência para nas zonas a sul, nomeadamente Apúlia, Fão, Rio Tinto, Fonte Boa, Gandra, Gemeses e Esposende.

Fonte dos Bombeiros de Amarante indicou  que o epicentro deu-se na freguesia de Lufrei, a cerca de quatro quilómetros a este-nordeste de Amarante, não tendo aquela corporação registado qualquer ocorrência na sequência do sismo.

Segundo o IPMA “o sismo, de acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima IV (escala de Mercalli modificada) na região de Amarante”.

“O Instituto Português do Mar e da Atmosfera informa que no dia 06 de junho de 2017 pelas 17:03 (hora local) foi registado nas estações da Rede Sísmica do Continente, um sismo de magnitude 3.6 (Richter) e cujo epicentro se localizou a cerca de quatro quilómetros a este-nordeste de Amarante”, informa o comunicado do IPMA.

O sismo – que foi inicialmente apontado como de 3.5, mas depois reformulado para 3.6 – foi sentido em vários distritos da região Norte.

Os sismos com esta magnitude, e segundo informações recolhidas junto do IPMA, “acontece com frequência e raramente provoca danos”, embora se possa sentir a mais de 100 quilómetros de distância.

Foto: Esposende GuestHouse

Vila Cova. BE reclama financiamento para bombeiros “pelo menos igual” ao de 2016

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, defendeu, durante visita a Barcelos, que é preciso garantir “já” às corporações de bombeiros de todo o país um nível de financiamento “pelo menos igual” ao de 2016.

“É preciso garantir já um diálogo entre Governo e corporações de bombeiros, que garanta, pelo menos, um financiamento igual ao do ano passado e que garanta também que o material que ficou inutilizado possa ser reposto”, afirmou.

Falando na freguesia de Vila Cova, durante uma visita a uma área fustigada pelos incêndios em 2016, Catarina Martins sublinhou que este ano já ardeu mais do que no período homólogo do ano passado e “lembrou” que a época crítica de incêndios está a chegar.

“Este é o momento essencial para que sejam libertados os meios essenciais a que os bombeiros em todo o país funcionem”, afirmou.

Alertou ainda para o desgaste dos equipamentos dos bombeiros e para a escassez e envelhecimento dos recursos humanos e defendeu “uma política consequente, pensada a tempo e com período mais longo de implantação”, do ponto de vista das carreiras dos bombeiros, do financiamento das corporações e da organização da floresta.

Neste capítulo, enfatizou a necessidade de acabar com as “manchas contínuas” de eucaliptos.

“O que parece preocupante é que a área que ardeu no ano passado já está com eucaliptos a crescer de forma desordenada”, criticou.