Presidente da República preside às celebrações dos 25 anos do Eixo Atlântico

O presidente do Eixo Atlântico, Ricardo Rio, acompanhado pelo vice-presidente, Alfredo Rodríguez e pelo secretário-geral, Xoan Vázquez Mao, foram recebidos esta tarde, em audiência, pelo Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, em Lisboa.

No encontro foram apresentadas algumas das iniciativas desenvolvidas pelo Eixo Atlântico, no âmbito da cooperação transfronteiriça, tendo o Presidente da República sido convidado na ocasião a presidir às celebrações comemorativas dos 25 anos do Eixo Atlântico, que se cumprem em 2017.

O chefe de Estado presidirá assim ao acto solene das cerimónias oficiais que se realizarão na cidade de Braga, em Junho do próximo ano, e que incluem a realização de uma Conferência Internacional sobre a temática da «Agenda Urbana».

Os responsáveis do Eixo Atlântico deram ainda conta das iniciativas desenvolvidas com vista à submissão de uma candidatura do Caminho Português de Santiago a Património da Humanidade, a qual mereceu o especial apreço e disponibilidade de colaboração por parte do Presidente da República.

De acordo com Ricardo Rio “o Presidente da República revelou-se particularmente empenhado nos projectos de cooperação transfronteiriça entre Portugal e Espanha que hoje aqui viemos apresentar e reconheceu a elevada relevância do trabalho desenvolvido por entidades como o Eixo Atlântico”.

O chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, ficou a conhecer ainda as principais propostas constantes no documento estratégico elaborado pelo Luís Braga da Cruz para o Eixo Atlântico, que versa a Reforma Administrativa em Portugal, documento esse que acabou por suscitar especial interesse por parte do Presidente da República.

IPMA. Sismo de 3.6 sentido em Esposende

A terra tremeu na zona norte do país, e também em Esposende, após sismo com epicentro em Amarante, classificado com magnitude de 3.6 na Escala de Ritcher, segundo dados divulgados pelo Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA).

Ao que o Esposende 24 apurou, o sismo, com registo às 17:03 horas, foi sentido em várias freguesias, com maior incidência para nas zonas a sul, nomeadamente Apúlia, Fão, Rio Tinto, Fonte Boa, Gandra, Gemeses e Esposende.

Fonte dos Bombeiros de Amarante indicou  que o epicentro deu-se na freguesia de Lufrei, a cerca de quatro quilómetros a este-nordeste de Amarante, não tendo aquela corporação registado qualquer ocorrência na sequência do sismo.

Segundo o IPMA “o sismo, de acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima IV (escala de Mercalli modificada) na região de Amarante”.

“O Instituto Português do Mar e da Atmosfera informa que no dia 06 de junho de 2017 pelas 17:03 (hora local) foi registado nas estações da Rede Sísmica do Continente, um sismo de magnitude 3.6 (Richter) e cujo epicentro se localizou a cerca de quatro quilómetros a este-nordeste de Amarante”, informa o comunicado do IPMA.

O sismo – que foi inicialmente apontado como de 3.5, mas depois reformulado para 3.6 – foi sentido em vários distritos da região Norte.

Os sismos com esta magnitude, e segundo informações recolhidas junto do IPMA, “acontece com frequência e raramente provoca danos”, embora se possa sentir a mais de 100 quilómetros de distância.

Foto: Esposende GuestHouse

Vila Cova. BE reclama financiamento para bombeiros “pelo menos igual” ao de 2016

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, defendeu, durante visita a Barcelos, que é preciso garantir “já” às corporações de bombeiros de todo o país um nível de financiamento “pelo menos igual” ao de 2016.

“É preciso garantir já um diálogo entre Governo e corporações de bombeiros, que garanta, pelo menos, um financiamento igual ao do ano passado e que garanta também que o material que ficou inutilizado possa ser reposto”, afirmou.

Falando na freguesia de Vila Cova, durante uma visita a uma área fustigada pelos incêndios em 2016, Catarina Martins sublinhou que este ano já ardeu mais do que no período homólogo do ano passado e “lembrou” que a época crítica de incêndios está a chegar.

“Este é o momento essencial para que sejam libertados os meios essenciais a que os bombeiros em todo o país funcionem”, afirmou.

Alertou ainda para o desgaste dos equipamentos dos bombeiros e para a escassez e envelhecimento dos recursos humanos e defendeu “uma política consequente, pensada a tempo e com período mais longo de implantação”, do ponto de vista das carreiras dos bombeiros, do financiamento das corporações e da organização da floresta.

Neste capítulo, enfatizou a necessidade de acabar com as “manchas contínuas” de eucaliptos.

“O que parece preocupante é que a área que ardeu no ano passado já está com eucaliptos a crescer de forma desordenada”, criticou.