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Alegado “plágio” da Câmara de Esposende leva João Pedro Lopes a pedido de “abertura de inquérito”

O líder do CDS-PP de Esposende, João Pedro Lopes (JPL), pede a “abertura de inquérito” a caso de alegado “plágio” em texto no boletim de informação municipal de Esposende, cujo diretor é o presidente da câmara, Benjamim Pereira. Em causa está a publicação de artigo que fala de Esposende como “destino de excelência” e que, em determinada altura do texto, fala desse mesmo destino mas como sendo da Câmara do Porto.

“Estes dados confirmam o quão assertivas têm sido as políticas de eventos e promoção da cidade que a Câmara do Porto tem lavado a cabo…”, lê-se no artigo, alegadamente copiado, inclusive com um gralha também, supostamente, copiada de notícia de 2015 do sítio www.porto.pt .

JPL não tem dúvidas em dizer que “o texto foi copiado”. “Num longo texto que, sugere, afinal não ser mais do que um copy-paste de textos da autarquia do Porto, em 2015, sobre igual matéria”, afirma o líder do CDS-PP de Esposende.

Em declarações ao V sobre o caso – que está abalar o concelho de Esposende, nomeadamente as redes sociais –  JPL foi duro nas críticas e que espera que “na segunda-feira de imediato seja aberto um inquérito interno para averiguar porque é que o boletim municipal tem frases ipsis verbis do site portuense”.

O líder democrata-cristão foi mesmo mais longe e apontou o dedo ao edil esposendense.

“Benjamim Pereira é o diretor do boletim, seja erro ou plágio, deve um pedido de desculpa gigante aos esposendenses por esta gralha”, afirma o jovem líder popular, acrescentando que “Benjamim Pereira trata os esposendenses como se fossem ignorantes”.

“Fere-me o orgulho ler o que li, que como compreenderão não acredito que tenha sido gralha, mas isso não releva. Alguém deve um pedido desculpas a Esposende”.

JPL recorda que o boletim da autarquia – que desde abril tem custos em ajustes diretos de 71 mil euros – tem uma tiragem de 17 mil exemplares, distribuídos porta-a-porta. “Esta citação, coincidente a que consta do site portuense, deixam uma imagem profundamente negativa, para além de pouco profissional”, frisa JPL.