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Barcelos. Bebé da mãe assassinada também morreu

Marisa Silva, uma das vítimas assassinadas alegadamente por Adelino Briote em Tamel São Veríssimo (Barcelos) esta manhã, estava grávida de sete meses. Segundo foi possível apurar, o bebé também não sobreviveu ao esfaqueamento de que a mãe foi alvo. Fonte dos Bombeiros de Barcelos no local indicou que os médicos da VMER não conseguiram “fazer nada”, pois já não havia qualquer sinal vital de vida.

Marisa foi uma das alegadas quatro vítimas assassinadas por Adelino Briote, homem que estava a ser julgado pelo crime de violência doméstica em Barcelos.

“Lino”, assim era conhecido, havia agredido ex-mulher e filha (grávida na altura dos factos) com um ferro. Acabou preso, mas ficou em liberdade com pulseira electrónica. Adelino estava mesmo proibido de chegar perto da antiga companheira e de Tamel São Veríssimo.

No entanto nos últimos dias foi visto no local. Adelino Briote tentou convencer várias testemunhas no processo de violência doméstica a testemunharem a seu favor, entre as quais os vizinhos Marisa, António Vale, Glória e Sameiro que não aceitaram. Situação que terá levado “Lino” alegadamente a matar.

Adelino Briote agiu com frieza e avisou que também tinha morto Marisa

Conhecido como “Lino” é o alegado autor do “banho de sangue” de São Verissimo. Este terá degolado as vítimas, acabando por se entregar à GNR. António Vale (84) e Glória Rodrigues (80), casal octogenário, foram as primeiras vítimas de “Lino”. Depois de sair da casa destes, Lino encontrou Sameiro Soares Fernandes, de 62 anos, e esfaqueou-a. Depois dirigiu -se a casa de Marisa Fernandes, de 37 anos e grávida de sete meses e também a terá esfaqueado. “Lino” disse a um vizinho para chamar a GNR e já na presença da Guarda disse que tinha morto Marisa, indicando onde ela estava.

Jornalista - Carteira Profissional Nº CO/1250