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Autárquicas. João Cepa diz que “CDS-PP de Esposende apenas queria lugares” e que “nunca discutiu ideias” para o município

João Cepa, candidato à Câmara de Esposende nas autárquicas de 1 de outubro, veio a público esclarecer que o “CDS-PP de Esposende” mentiu quando veio a público afirmar a candidatura que encabeça “Juntos Pela Nosa Terra” só se terá tornado independente depois dos centristas terem “batido com a porta”.

Num longo comunicado, assinado por João Cepa, pode ler-se alguns dos passados realizados depois do CDS-PP ter assumido apoio a João Cerpa.

“Nas semanas seguintes equacionou-se e estudou-se a possibilidade da candidatura se apresentar não como uma candidatura de um grupo de cidadãos eleitores, mas como uma candidatura de uma coligação alargada de partidos, entre os quais o CDS-PP, de forma a agilizar e simplificar a própria candidatura, quer do ponto de vista administrativo, quer do ponto de vista financeiro. Depois de ponderados todos os aspetos positivos e negativos deste modelo, e depois de ouvida a opinião de um lote bastante alargado de esposendenses, decidimos manter a candidatura como uma candidatura de um grupo de cidadãos eleitores, ou seja, como candidatura independente”, afirma João Cepa.

Para o candidato independente é claro que “tornou-se objetivo principal do CDS-PP de Esposende que a mesma avançasse no formato de coligação liderada pelo partido e com a sigla do mesmo”.

“Em que o próprio cabeça-de-lista à Câmara Municipal (eu próprio) surgisse como candidato indicado pelo CDS-PP. Entretanto, perante a decisão de se manter a candidatura como candidatura independente, entendeu o CDS-PP de Esposende voltar atrás na sua opção eleitoral, tendo já anunciado a intenção de apresentar uma candidatura própria. Importa referir que do ponto de vista do interesse partidário faz toda a diferença para o CDS-PP apoiar uma candidatura independente ou liderar uma candidatura em coligação: em caso de vitória, do ponto de vista estatístico, só no segundo caso a autarquia contaria como uma autarquia do partido”, destaca João Cepa.

O antigo edil de Esposende afirma que “o apoio ou não apoio do CDS-PP ou de qualquer outro partido nunca foi uma condicionante da candidatura, nem tão pouco esteve na sua génese”.

“Ao contrário do que foi noticiado, é falso que a candidatura se tenha tornado independente pelo facto do CDS-PP ter retirado o seu apoio. A candidatura sempre foi independente e foi como tal que foi apresentada e anunciada no dia 17 de março. A mudança de posição do CDS-PP de Esposende não se deveu ao facto de não se rever nas propostas e nos projetos da candidatura, tal como anunciou, mas sim ao facto de eu não estar disponível para ser candidato numa coligação de partidos liderada pelo CDS-PP”, volta a frisar.

João Cepa revela mesmo que durante o processo de conversações com o CDS-PP de Esposende nunca foram “questionados sobre projetos e propostas para o Município, mas apenas sobre pessoas e lugares nas listas”.

“A candidatura mantém todo o interesse na participação ativa de pessoas oriundas de todos os quadrantes políticos, nomeadamente do CDS-PP, desde que as mesmas estejam disponíveis para trabalhar, não em prol de interesses partidários e de interesses pessoais, mas do interesse do concelho de Esposende”, frisa, acrescentando que “as inúmeras manifestações de apoio que temos recebido nos últimos meses, dão-nos a certeza de que estamos a construir um projeto autárquico vencedor”.

“Cuja mais valia, para além da ambição de querer fazer mais e melhor pelo concelho de Esposende, é estar liberto de amarras, símbolos e interesses partidários”, vaticinou.

 

Jornalista - Carteira Profissional Nº CO/1250