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Emprego. Grupo de Esposende cria mais 200 postos de trabalho na Póvoa de Lanhoso

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, esteve ontem em Esposende e na Póvoa de Lanhoso para visita às instalações da Prozis, empresa que tem escritórios em Esposende e é pertence ao Grupo Osit.

O objetivo foi “apadrinhar” o lançamento da primeira pedra do projeto Prozis Next, na Póvoa de Lanhoso, um investimento de 12 milhões de euros que prevê criar 200 postos de trabalho.

“Eis um grupo português líder europeu no setor dos suplementos alimentares”, disse Caldeira Cabral.

O ministro aproveitou ainda para afirmar que Portugal “está a ter um crescimento extremamente saudável, robusto”, sublinhando que o Governo está a trabalhar para que a tendência se mantenha nos próximos anos.

“Portugal conseguiu nestes últimos três trimestres não só acelerar o crescimento, mas também acelerar o crescimento das exportações e do investimento, e, portanto, está a ter um crescimento extremamente saudável, robusto, e o que queremos é continuar a trabalhar para que continue a ser forte e se mantenha neste ano e nos que se seguem”, referiu.

Caldeira Cabral reagia assim às declarações do economista francês Olivier Blanchard, que aconselhou “cautela” em relação ao crescimento de Portugal no primeiro trimestre deste ano, alertando que “não vai durar”.

“Portugal está há três trimestres a ter uma aceleração do crescimento”, contrapôs o ministro da Economia.

Lembrou que em inícios de 2016, quando o atual Governo entrou em funções, Portugal estava a crescer “claramente abaixo” da média da União Europeia, enquanto atualmente está a crescer “muito acima” daquela média.

“Estamos a ter um crescimento muito positivo, um crescimento muito acima do que eram as previsões das agências internacionais há seis meses, mais do dobro em alguns casos”, enfatizou.

Para o ministro, o crescimento português “superou todas as expectativas”, mas o Governo vai “continuar a lançar medidas” para que a tendência continue “neste e nos próximos anos”.

Caldeira Cabral escusou-se a comentar as declarações proferidas na quinta-feira pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que disse que “é uma hipótese que não está afastada” Portugal conseguir este ano um crescimento económico à volta de 3,2% e um défice de 1,4%.

“Não vou comentar declarações do Presidente da República, até porque me parece que foram num contexto privado”, afirmou.

 

Jornalista - Carteira Profissional Nº CO/1250